Supervalorização X Subvalorização na gastronomia brasileira

Eu me formei chef de cozinha em escola com sistema dual, fiz mestrado de cozinha e curso de instrutor gastronômico na Alemanha. O mercado europeu respeita e dá crédito a esta profissão, pois é tão fundamental na sociedade como a de advogado, médico, administrador, jornalista, etc.

Ser chef no Brasil é diferente.

Considerando o grande crescimento gastrômico e o modismo no mercado, o chef muitas vezes é admirado e respeitado, quase como um ídolo para alunos de gastronomia e turismo. Em alguns eventos gastronômicos é bem pago e tem mostorista, uma verdadeira celebridade.

Porém percebo que há eventos em geral que a situação não é bem assim, é quase o contrário – eventualmente é mal recepcionado.

Chef ou cozinheiro?

O público descobrindo o chef

Recentemente em um evento tive o desprazer de ser ignorado e mal tratado por alguns dos convidados, o que me fez pensar no crescimento e na tendência gastronômica do pais que é tão nova e recente. Isto significa que ao mesmo tempo que os chefs são divulgados e tem grande prestígio no mercado gastronômico, por outro lado não são reconhecidos e nem respeitados pela maioria como nas outras profissões.

É importante que comecemos a divulgar mais esta profissão para melhorar a imagem e dar oportunidade para que todos aprendam um pouco mais.

Nestes caso eu posso começar dizendo que para ser um chef de cozinha deve-se estudar muito para conquistar uma posição. Não é somente a criação de pratos decorados, mas o entendimento da química e transformação dos alimentos nos métodos de cocção, no gerenciamento de estoque, na brigada da cozinha e dos equipamentos, tendências, serviço, atendimento ao público, etc.

Motivação para todos, vamos nessa,

abraços, chef alemão Heiko Grabolle.

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4 Respostas para “Supervalorização X Subvalorização na gastronomia brasileira

  1. Triste saber deste episódio ocorrido com o Chef, mas este é um problema cultural. Infelizmente temos uma classe emergente no Brasil, que, apesar de ter posses, não possui educação, nem cultura e se acham superiores e com direito de tratar mal aos seus “subordinados”! Sou brasileira e apesar de amar o meu país, cada dia mais perco as esperanças de ver um Brasil melhor! 😦 Espero estar enganada e que consigamos evoluir tanto na gastronomia como em todos os setores da sociedade/economia, pois potencial existe, só não sabemos como utilizá-lo…

  2. Diferente de médicos, administradores, advogados etc, nós ainda não temos um conselho que regulamente a profissão e por isso somos vistos por alguns como profissionais despreparados. Porém existe na camara dos deputados em Brasília um projeto de lei n° 2079/11 de autoria do dep. Mauricio Quintella Lessa do PR/AL (não quero fazer campanha, só acho importante mencionar o autor) que regulamenta o profissão de gastrologo. Esse é um passo importante para nós que somos cozinheiros e nos preparamos para fazer um trabalho sério e seguro. um grande abraço.

  3. Olá, Heiko…
    Acompanho sempre seu trabalho, e admiro muito seu entendimento sobre esta profissão.
    Também sou formado em Gastronomia, mas sempre tive uma visão mais voltada para a administração de negócios em gastronomia, e formação e desenvolvimento da profissão.
    Como trabalhei 7 anos da minha vida como Oficial do Exército, na maior parte do tempo com a formação de oficiais, estando envolvido com cursos de liderança, optei por desenvolver no meu TCC, um trabalho específico sobre a função e formação mais completa da nossa profissão.
    Acredito que no Brasil ainda estamos engatinhando no entendimento geral do público a respeito dos líderes das cozinhas, mas tavez isso se dê por uma questão de anos e mais anos, em que os responsáveis pela cozinha possuiam uma atribuição menor, mais centrada na operação.
    Hoje em dia, assim como na Europa, e demais regiões onde a profissão é mais desenvolvida, o chef de cozinha é um executivo como de uma grande empresa, com responsabilidades estratégicas de planejamento e execução.
    E acho imensamente importante que continuemos militando neste sentido.
    O que acha de conversarmos mais sobre este assunto, e talvez formarmos um fórum de discussão com outros executivos da área?

    Grande abraço!

  4. QUERIDO AMIGO E COLEGA , FAÇO ESTE TRABALHO A 33 ANOS E INTENDO O QUE TU POSSA TER SENTIDO NESTE MOMENTO , MAS O MUNDO É CHEIO DE IDIOTA …EXATAMENTE POR ISSO A NOSSA PROFISSÃO EU COSTUMO SEMPRE DIZER É UMA DAS MAIS COMPLICADAS DO MUNDO.COZINHAR COMO TU BEM COLOCOU, NAO É A UNICA COISA QUE O CHEFE TEM QUE SABER FAZER ,NOS TEMOS QUE SER PSICÓLOGOS ,CONTADORES , ATORES, COMANDANTES DE TRUPA DE ELITE E ALGUMAS VEZES CONTADORES DE HISTORIAS .
    E TUDO ISSO QUE FAZ A DIFERENÇA ENTRE UM CHEFE E UM COZINHEIRO ( MEU PAI ME FALAVA SEMPRE ISSO, O MEU AVO FALAVA SEMPRE ISSO PARA ELE ).
    UM GRANDE ABRAÇO . E ESPERO PODER TER VOCÊ AQUI NO PRÓXIMO FESTIVAL GASTRONÔMICO DA COSTA DO DESCOBRIMENTO , ESTAMOS JA TRABALHANDO NELE , E ESTE ANO VAI SER UM GRANDE EVENTO !
    SAUDADES , UM ABRAÇO CHEFE DON FABRIZIO

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