O chef da Geração Y – parte II

No post anterior questionei se está na hora de revermos os conceitos e estrutura da gastronomia diante do conflito existente entre sonho e realidade. Pois, percebo que existe dificuldades na entrada da nova geração formada no mercado gastronomico atual. Por um lado glamour e beleza para poucos e por outro stress e baixa remuneração para a maioria.

Muita gente nova está entrando no mercado com o sonho de se tornar grande chef e propritário de seu estabelecimento. Outros querem logo aproveitar o momento e viajar depois de formados para conhecer o mundo. Porém quando chegar o momento do trabalho do dia-dia, muitos dos recém formados se assutam com o volume e o trabalho pesado que os espera.

Foto do livro Markus Neff (Chef do ano 2007 na Suiça). Título: Küche zwischen Berg und Tal / AT Verlag. Fotografo: Andre Pol

Pergunta: o que acontece? O que o aluno espera da gastronomia e de seu futuro após sua formação? O que a instituição lhe promete e vende?

Está na hora da gastronomia rever os seus conceitos e estrutura? Eu acho que não, pois a dinâmica da prestação de serviço continua a mesma – cozinhar e servir alguém!

Nós não deverímos mudar toda a infra-estrutura e sistema de hierarquia ou da brigada para adaptar o chef da Geração Y ao mercado. O que seria da gastronomia hoje sem a experiência e conhecimento dos grandes chefs para seu desenvolvimento.

O chef da Geração Y precisa entender que para entrar no mercado é preciso começar pela base para obter experiênica. E por outro lado nós chefs, cozinheiros e escolas e  universidades de gastronomia temos a responsibilidade de deixar isso claro para que alunos talentosos não se frustrem no futuro.

Começei a minha carreira como commis de cuisine, trabalhei muito e ganhei pouco, assim como todos os outros que estavam se formando. Com o tempo o meu salário acompanhou a minha experiência e hoje eu tenho orgulho do conhecimneto e experiência que adquiri quando trabalhei em cruzeiros, restaurantes e hotéis de grande estilo.

Bom trabalho!!!

Chef Heiko Grabolle

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5 Respostas para “O chef da Geração Y – parte II

  1. Olá chef!
    Gostei muito do seu post sobre esta profissão que parece que foi descoberta a pouco tempo. Antes ninguém queria ser cozinheiro, agora parece que TODOS

  2. Olá chef!
    Gostei muito do pos sobre esta profissão que parece que descoberta a pouco tempo. A impressão que tenho é que nunca existiu cozinheiro e agora TODOS

  3. Olá chef!
    Gostei muito do post sobre esta profissão que parece que foi descoberta a pouco tempo. A impressão que tenho é que nunca existiu cozinheiro e agora TODOS querem sair por aí mostrando que sabem cozinhar. E já querem começar por cima, ou seja, ninguém quer se o “office-boy” e sim o “Diretor”. Mas esquecem que é muito provável que o diretor começou como tal e foi galgando o seu espaço e mostrando competência.
    E lendo este artigo me ajudou muito sobre a dúvida de cursar ou não Técnico em Cozinha. Acho que começando por aqui vou conhecer melhor uma cozinha e depois cursar uma faculdade de Gastronomia.
    Obrigada pelas informações!
    Abraços
    Andrea Janaina

  4. Muitos de nós, entram, tentando incutir melhores condições, técnicas, conceitos novos. Muitas empresas do ramo, ainda não sabem como lidar com pessoas polivalentes e pró-ativas. Que já possuem uma base técnica e prática vinda de outrem.
    Ficamos desestimulados pelo problema, das empresas não terem politicas administrativas, de estímulo ao funconário interessado, e que realmente quer resgatar a alma e valores nas coisas que faz.
    Vejo a cada dia que, sem a administração, nada funciona, nem funcionário…

  5. Achei interessante! Nunca achei que devesse ter uma mudança brusca na Gastronomia, porém acho que está faltando um sindicato para AJUDAR os novos profissionais que procuram as faculdades. Pois o curso de Gastronomia não é barato, a vida na cozinha não é nada fácil e tem restaurantes ou hoteis que querem chefs formados mais querem pagar uma ninharia. Então acho que temos que levantar uma bandeira e montar um sindicato de Chefes de cozinha. Regulamentos, treinos, sálarios iniciais para quem sai da faculdade, tentar montar cursos de especialização de diversas areas das cozinhas e por ai vai.. O que você acha disso?
    Fica minha pergunta!
    Sou formado em Gastronomia pela Univali e recebi uma proposta a um ano atrás para montar toda uma cozinha desde o inicio. Desde encontrar representantes de mercadorias até o trabalho em cozinha e a empregador queria me pagar R$500,00. Juro! Eu não soube nem o que responder, eu pedi para ir para minha casa que eu ia pensar na proposta… Isso em uma cidade Turistica.
    O que você me dizem disso? Se alguem se habilitar em tentar montar um Sindicato para Chefes de Cozinha no Brasil ou em Santa Catarina por favor entrar em contato comigo, vou adorar fazer parte e ajudar em tudo.
    Meu E – mail é Chefamorim@hotmail
    qualquer coisa procurar no facebook
    Daniel Duarte Amorim

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